A inteligência artificial (IA) tem vindo a assumir um papel
cada vez mais relevante em diversos setores da nossa sociedade.
A ideia da existência de máquinas “pensantes”, que tomem
decisões pelo Homem, levanta uma série de questões éticas que devem estar
presentes aquando do desenvolvimento e incorporação da inteligência artificial.
É fundamental investigar e avaliar as melhores abordagens à sua integração.
Desde quando
a tecnologia era nada mais que uma ideia presente em obras de ficção
científica, muitos questionavam quais os limites da sua aplicação. Nas suas
obras, o famoso escritor Isaac Asimov desenvolveu as “Três Leis da Robótica”,
com o objetivo de tornar possível a coexistência entre o Homem e a IA:
1ª Lei: um robô não
pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum
mal.
2ª Lei: um robô
deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos
em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: um robô
deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em
conflito com a Primeira ou Segunda Leis.
Imagem 1 – A Criação
Inteligência
Artificial como uma Igual
Quando damos vida a uma máquina, levantamos questões éticas
que, até então, diziam respeito somente à nossa espécie. Por exemplo, será que é
necessário cumprir regras de etiqueta ao falar com um bot? Um robô sentiria mágoa se não o fizessemos?
Muitos pais já observam mudanças no comportamento dos
filhos, são incorretos ao falar com a “Alexa” da família. Ao não sermos
responsabilizados por ofender algo que consideramos um objeto, sentimo-nos no
direito de o fazer.
O Institute for the Future e outras instituições
incentivam o debate sobre as nossas obrigações morais perante a Inteligência
Artificial, incluindo o seu direito à “vida e liberdade”, assim como o dito
sonho americano.
Aplicação
militar da Inteligência Artificial
Recentemente, têm havido pesquisas intensivas de forma a
desenvolver uma IA com a capacidade de aprender utilizando responsabilidades
morais atribuídas. Estes resultados poderão ser aplicados na indústria militar,
no desenvolvimento de robôs capazes de livre arbitrio, porém deve existir uma
estrutura moral associada.
A
primeira revolução foi a invenção da arma de fogo, de seguida a bomba nuclear e
agora, as armas ofensivas autónomas. Com isto, a guerra tornar-se-á mais
eficiente e, por consequência, mais letal.
A diferença entre drones e estas armas é o fator humano, um
drone está sob o controlo do Homem enquanto que se conferirmos capacidade de
decisão a estas máquinas não há necessidade desse controlo.
Ainda
há questões de como se estabeleceria as responsabilidades de um crime cometido
por uma arma autónoma.
Toby Walsh, professor de Inteligência Artificial da Universidade
New South Wales fez a seguinte declaração: "É preciso legislar sobre o
tema o mais rápido possível porque a tecnologia pode estar disponível dentro de
pouco tempo, e é preciso tempo (para estabelecer o marco legal) e os diplomatas
não trabalham muito rapidamente. Temos que tomar uma decisão hoje, dar forma ao
nosso futuro e determinar se seguimos um caminho do bem. Apoiamos o chamado por
uma série de diferentes organizações humanitárias para a proibição da ONU sobre
armas autónomas ofensivas.”
Bibliografia
Martinha P. Manuela A. Carlos C. A Ética na
Inteligência Artificial: Desafios. [Presentation] Conferência Ibérica de
Sistemas e Tecnologias de Informação. Junho 2019. Available from: http://hdl.handle.net/10400.26/29146
Oseias P. Desafios Éticos e Morais da Inteligência
Artificial. Available from:
https://www.intelligenzait.com/portal/desafios-eticos-e-morais-da-inteligencia-artificial/
Sparks & Honey. AI Ethics and the
Future of Humanity. Available from: https://medium.com/sparksandhoney/ai-ethics-and-the-future-of-humanity-9b05bc1df6b5#.vf0ag4j28
Gauchazh Geral. Inteligência
artificial está a um passo de revolucionar a guerra. Available from: https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2015/07/inteligencia-artificial-esta-a-um-passo-de-revolucionar-a-guerra-4812486.html

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