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O Papel do Farmacêutico na Sociedade

Todo o farmacêutico deve estabelecer como prioridade o bem estar e a saúde do doente, intervindo de modo a assegurar a maior qualidade, eficácia e segurança da farmacoterapia (Estatuto da Ordem dos Farmacêuticos, 2001).

Têm a responsabilidade de assegurar o uso racional do medicamento, tanto enquanto este se encontra sobre a sua guarda, como de transmitir a informação correta quanto ao uso do mesmo. 

O uso racional de medicamentos (URM) é considerado um dos elementos-chave recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para as políticas de medicamentos. Os principais motivos que levam ao seu uso inadequado são: informação insuficiente, inexistência de políticas nacionais de orientação clínica, os lucros nas vendas e a cedência ilimitada de fármacos. 

Contudo, o SIFARMA 2000 constitui um instrumento de apoio à intervenção profissional, promovendo a qualidade da mesma. Este disponibiliza uma plataforma de informação técnica associada a cada medicamento, integrada num conjunto de funcionalidades que permitem a promoção da sua utilização adequada e em segurança pelos utentes. 

Permite ainda obter informação, através das Frases de Segurança, relevante para a utilização segura dos medicamentos classificados como Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM). 

Deste modo, as Frases de Segurança transmitem informação que abrange aspectos como: 


      Contra-indicações “major” ou situações nas quais a toma do medicamento não é recomendada;

          Modo de administração e informações complementares à posologia que influenciem significativamente a eficácia e segurança do tratamento; 

            Duração limite da toma de alguns medicamentos de forma a preservar a segurança do tratamento; 


Tendo como objetivo assegurar que é transmitida ao utente informação suficiente, que permita o uso seguro e efectivo do medicamento. 

No entanto, uma tecnologia mais avançada, restringe, muitas das vezes, a habilidade dos profissionais de saúde criar uma ligação mais próxima com os utentes. Espera-se que o atendimento ao doente se faça de forma mais rápida, que não se interrompam e não se atrasem os cuidados de continuidade e tratamento.

Comunicar é algo fundamental nas relações humanas, fazemo-lo diariamente e nas suas diversas formas. Como farmacêuticos, temos consciência que saber comunicar é fundamental para o nosso relacionamento com os utentes. 



Imagem 2 – Farmácia Comunitária



O conhecimento de algumas regras básicas de comunicação são fundamentais para uma maior satisfação do cliente/utente: 


            Personalizar o doente, tratando-o pelo seu nome e com o prefixo adequado, sempre que possível, cria a intimidade necessária e suficiente para um bom atendimento; 

          Desdramatizar, sempre que possível, a situação de enfermidade que afecta o utente, procurando não utilizar expressões que expressem negatividade, estabelecendo uma relação de confiança com o profissional que o atende; 

      Não praticar, nem permitir, intimidades excessivas. Esta situação pode obviar ao cumprimento da sua função técnica;



Embora se considere que, de uma forma geral, os utentes estão, cada vez mais bem informados a realidade mostra que, em matéria de saúde, a vigilância e monitorização da adesão à terapêutica é quase inexistente. 

Continua a ser na farmácia que o utente procura o esclarecimento das suas dúvidas. Isso implica uma disponibilidade total por parte do farmacêutico, de modo a que o utente encontre uma comunicação favorável e possa obter todas as informações que lhe permitam compreender o tratamento farmacológico.



Bibiografia

Filipa F. A Importância da Humanização da Gestão da Saúde. Available from: https://www.netfarma.pt/a-importancia-da-humanizacao-da-gestao-da-saude/

Rosa Andrade e S. A Comunicação com o Utente no Aconselhamento Farmacêutico. [Presentation] Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa. 2013. Available from: https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/4479/1/PPG_11410.pdf 

Angela E. Tiago C. Uso racional de medicamentos, farmaceuticalização e usos do metilfenidato. Ciências & Saúde Coletiva. 2017;22(8). Available from: https://doi.org/10.1590/1413-81232017228.08622017


































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